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Parque de la Costa

Atualizado: 9 de jan. de 2022

Buenos Aires é uma capital lotada de programações culturais intensas, lugares incríveis como Puerto Madero ou a La Bombonera, apresentações de tango por toda à parte e restaurantes com cardápios de primeira. Além de tudo isso, a região da capital federal argentina guarda surpresas que são grandes candidatas ao maior destaque da viagem. E a jornada à bordo do Tren de la Costa termina no maior de todos: o Parque de la Costa.

Cheguei ao parque no horário de sua abertura, às 11h. Optei por comprar o passaporte no local para testar a infraestrutura da bilheteria, o que não me decepcionou. São três tipos de passaporte: o Promo (que contém apenas algumas atrações familiares e infantis, custando A$ 75), o Full (que contém todas as atrações, custando A$ 200) e o Full + Pase Rápido (que contém todas as atrações + furafila, custando A$ 400). A distinção dos passaportes ocorre pela cor da pulseira. Além deles, é possível comprar as atrações separadamente, o que não é muito recomendado, já que cada uma custa por volta de A$ 45.

O La Costa, como é chamado pelos nossos vizinhos hermanos, está localizado em um cenário digno de dar inveja há muito parque por aí – à beira do Rio Luján e do lado do delta do Rio Tigre. O cenário protagoniza uma paisagem digna de filme romântico. Quem resiste ao cheiro de água doce vinda do rio enquanto está no alto da roda-gigante Vuelta al Mundo?

O parque não é dividido em regiões temáticas, tampouco concentra suas atrações radicais em apenas um lugar, deixando o público bem espalhado. É muito fácil andar pelo La Costa, já que tudo está perto em apenas alguns passos.

Um grande Bienvenidos com os personagens do parque recebe os visitantes, junto com os dois primeiros brinquedos: Orcas Voladoras e um lindíssimo Carrossel, todo folheado à ouro. Mas o que realmente chama a atenção é a altura do VertigoXtremo, o quarto maior simulador de bungee jumping do mundo, com 65 metros.


Sendo incluído no passaporte, uma prática não muito comum para brinquedos desse tipo, a disputa para reservar um horário de voo é muito grande. É necessário ir até a entrada do brinquedo logo na abertura do parque, para garantir o horário, já que eles são limitados à um certo número de pessoas. Após pegar meu horário para o VertigoXtremo, me dirigi à El Vigía, a montanha-russa mais fraca e desconfortável do parque. Seu público é destinado à crianças e aqueles que não tem coragem de subir nas mais fortes. O trem dá duas voltas, acomoda bastante pessoas e passa por cenários de uma montanha, lembrando vagamente à Big Thunder Mountain Railroad, da Disneyland e do Magic Kingdom.

A rua que leva a El Vigía margeia o rio Luján e abriga todo o Reino de Nunca Jamás, área dedicada a los niños (as crianças). O Reino possui brinquedos tanto na parte externa como na parte interna, que abriga um teatro com os espetáculos Peter Pan, que conta a história do menino que não queria crescer e a história de Cenicienta, em português, Cinderela. Além disso, essa parte dispõe de uma mini cidade com alguns estabelecimentos, uma sala com Xbox equipados com Kinect, um playground e versões miniaturas de brinquedos como chapéu mexicano e barco pirata.

Já a parte externa tem trenzinho, carrossel de balões, aviões que sobem e descem, e uma pequena torre. A tamanha variedade pro público infantil continua, com o pequeno ônibus escolar que gira e os aviões do Barón Rojo.

Ademais, o La Costa oferece uma oportunidade das crianças também brincarem com seus pais, em atrações como o Baile de las Tazas, clássicas xícaras malucas, e no Botes en el Nilo, um bate-bate aquático, atração única em toda América do Sul. Apesar de toda sua unicidade, a velocidade dos botes é muito pequena, não dando grandes batidas. Entretanto, as crianças adoram! Acho que já estou muito grande para esse tipo de coisa.

Uma curiosidade sobre o Botes en el Nilo é que após os dois minutos de duração do brinquedo, é tocada uma sirene que indica que todos devem voltar para a estação o mais rápido possível. É avisado que quem descumprir a regra pode ser expulso do parque, o que realmente aconteceu com um visitante. A política do parque é muito rígida, porém ajuda a manter um clima organizado, percebido durante todo o dia. O público era muito educado e ordeiro. Ponto para nossos vizinhos!

Do ladinho do Botes en el Nilo está a divertidíssima montanha-russa Torbellino. Particularmente, estava relutante à entrar numa fila imensa (discutirei sobre esse assunto mais tarde) para ir em uma Wild Mouse, já que sempre as achei muito sem graça. Engano meu! A Torbellino é bruta em suas primeiras curvas? Demais! Mas a vista do Rio Luján lá de cima e as próximas curvas, em que o trem parecia descontrolado de tanto girar, valeram à pena cada segundo esperado na fila.

Além do Pendulum, o La Costa tem atrações bem conhecidas dos brasileiros, como o Samba, Barco Pirata, Autos Chocadores (Bate-Bate), Pulpo (Polvo), Sillas Voladoras (Chapéu Mexicano) e a montanha-russa invertida El Desafío, igual à FireWhip do Beto Carrero World e a KONG do Six Flags Discovery Kingdom. Aliás, uma observação: por um mundo com mais Pulpos e painéis iguais do Samba do La Costa!

Apesar de ainda ser um pesadelo para aqueles menos resistentes aos chocalhos de cabeça, a El Desafío é bem mais confortável do que as suas irmãs, de acordo com a última vez que andei nelas. Está localizada ao lado do Canal Patiño, de onde parte o Passeio de Lancha (pago à parte) pelo Luján.

A fila da El Desafío possui uma “tematização” meio diferenciada, que lembra alguns muros de Buenos Aires. A Boomerang, vizinha da Desafío, também possui o mesmo tipo de tematização. Mesmo sendo branca, muitos visitantes à chamam carinhosamente de La Roja ("a vermelha"), uma alusão à sua antiga cor. É a atração predileta dos argentinos, informação dada pelos operadores antes de cada partida. Ao contrário do que experimentei na Boomerang do Knott's Berry Farm, a outrora “La Roja” se aproxima mais da experiência suave que tive na do Six Flags Discovery Kingdom.

Todavia, radical mesmo era o que o Desorbitados faz. O brinquedo é uma espécie de Ekatomb (do Hopi Hari) turbinado, dando giros completos mais de 10 vezes, deixando quase o dobro de vezes de cara pro chão. Além disso, ele para em baixa velocidade quando sobe, deixando tudo ainda mais alucinador!

Qualquer parque de diversão que se preze não pode deixar de ter os clássicos jogos de sorte. Era um prêmio mais fofo que o outro! Só que o La Costa reserva uma parte nada fofa – as de atrações de suspense. A La Mansión del Terror é um daqueles trens fantasmas bem bobinhos, mas dependendo de como está seu espírito zoeiro, pode ser muito divertido para você, já não sei para os outros...

Inclusive, outra atração em que se pode abusar desse espírito é a Mina Abandonada. Juro para vocês, leitores, que nunca havia visto um labirinto tão ousado como esse. A Mina praticamente não tem luz, deixando um preto de escuridão horrível que não dá para ter ideia aonde ir, aonde virar. É fácil bater de cara na parede, ou em um cenário... Que ganha vida assim que detecta alguém se aproximando. Susto. Na. Certa. Meu desespero em um certo ponto do labirinto foi tão grande para sair dela que precisei ligar a lanterna do celular. Sim, trapaceei a atração.

O parque tem mais labirintos de terror, um cheio de múmias e faraós amaldiçoados, o La Maldición de Anubis e outro com zumbis, o Zombiland. Aliás, o parque parece gostar mesmo dos mortos-vivos, já que eles protagonizam o principal show do parque, Invasión Zombi. Muito bem executado e empolgante, o show não perde em nada para os dos parques Universal, com efeitos especiais de pirotecnia convincentes.

O Aconcágua é a maior montanha da América do Sul, e nada melhor para representá-lo (e levar seu nome) do que um conjunto de paredes de escalada, arvorismo e pontes pênsil balançantes. Ao seu lado, alguns visitantes testavam suas habilidades de corrida no Monza Karting. Quem sabe não sai o próximo Juan Manuel Fangio, considerado o melhor piloto argentino da história da Fórmula 1?

Infelizmente, já no Monza foi possível perceber o principal problema do parque: capacidade de suas atrações. O brinquedo só funcionava com dois karts, assim como a Desafío funcionava apenas com um trem. Além disso, nenhum brinquedo tinha mais do que um ou dois (além do operador) funcionários para ajudar no embarque/desembarque das atrações e verificação das travas. Isso gerava uma fila imensa desnecessária em muitas atrações como a Toberllino, que em um momento chegou a ter todos seus 4 carros parados na estação porque apenas uma pessoa não dava conta do embarque/desembarque.

A situação só não ficou pior porque além do parque não ter recebido um grande número de pessoas, apenas 4 atrações radicais (Torbellino, Desafío, Boomerang e Pendulum) foram afetadas por esse tipo de atitude, gerando filas de mais de 40 minutos. Todas as outras atrações tiveram filas de 10 à 20 minutos, não prejudicando de forma grave o fator diversão.

O La Costa tem uma conservação muito boa, tendo a maior parte de suas estruturas e brinquedos pintados parecendo novos. Vale ressaltar que durante o dia, nenhum brinquedo parou por parada técnica, funcionando à todo vapor das 11h às 19h, horário de funcionamento do parque. Pode não parecer em um primeiro momento, mas o parque tem muitas atrações, não dando para conhecer todas no intervalo de horário estipulado. Fica aquele sentimento que deveria abrir mais cedo. Vale dizer também que apenas 2 brinquedos estavam parados por conta de manutenção prolongada, algo que não atrapalhou o dia ou as expectativas.

O parque não oferece muitos pontos de alimentação espalhados, deixando esse quesito um pouco à desejar. Além disso, apesar da praça de alimentação ser climatizada e possuir bastante cadeiras, ela tinha apenas duas lanchonetes: uma vendendo hambúrgueres e outra vendendo pizzas. Pedi uma pizza, que mais parecia um pão árabe com mussarela em cima.

O visual do parque é maravilhoso, muito colorido espalhado por todos os lados, além de ser muito limpo, ter uma boa jardinagem e um astral bem legal. Foi interessante ver que o parque só tocou música argentina o tempo todo, valorizando a cultura local.

No final de 2014, o Parque de la Costa inaugurou o parque aquático Aquafan, com o terceiro maior toboágua de corpo da América do Sul, o Abismo. Infelizmente, o parque estava fechado devido as baixas temperaturas de Buenos Aires. Além do Aquafan, os arredores do La Costa oferece cassino, um teatro, e feira de antiguidades.

Os preços dos souvenires, alimentação e do ingresso com fura-fila estavam inflacionados, assim como toda Argentina (A$ 40 num chaveiro é de dar dó!). Entretanto, considerei o preço do passaporte Full justo, visto os benefícios que ele dá.

Confesso que não esperava muito do parque antes de ir, mas ele se revelou muito divertido, sendo uma deliciosa surpresa. É uma atração imperdível de Buenos Aires para fugir da mesmice dos pontos turísticos mostrados por um city tour, e ainda de quebra, adicionar adrenalina à sua viagem.


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Resumão do Parque de la Costa:

Alimentação: O meu lugar favorito para comer são os restaurantes da gigantesca praça de alimentação perto da atração Botes en el Nilo. Lá tem todo tipo de comida e culinária, e o local é climatizado.

Como chegar: Carro ou Uber são sempre opções, mas é possível chegar de transporte público através do Tren de la Costa. O passeio é bem agradável e você vai beirando o curso do Rio Luján. Para pegar o Tren de la Costa, é necessário ir até a estação Maipú saindo da estação Retiro.

Dica campeã: Chegue cedo para aproveitar o parque inteiro! O Parque de la Costa é uma das melhores atrações de Buenos Aires então as filas costumam ser um pouco longas. Não deixe de pular do Vertigo Xtremo, é o terceiro mais alto do mundo! Caso vá no verão, não hesite em visitar o Aquafán, parque aquático do complexo!

Filas: tranquilas (-30min) a moderadas (+60min).

Melhores atrações: Boomerang, Desorbitados e Torbellino.

Melhores meses para visitar: Abril a Junho e Setembro a Novembro.

Melhor ordem de brinquedos dentro do parque: Vertigo Xtremo / Boomerang / El Desafío / Desorbitados / Pendulum / Torbellino / ALMOÇO / El Vígia / Botes del Pantano / Samba / Pulpo / Saltos del Delta / Baile de las Tazas / Vuelta al Mundo

Preço: ARS 2300 (pesos argentinos) ~ R$ 130,00 - Passaporte Oro (com todos os brinquedos exceto os radicais pagos)


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